Feliphe Melo, 20, sai de sua casa no bairro Cordovil, zona norte do Rio de Janeiro, para fazer entrega de refeições em bairros da classe média carioca, como Copacabana, Humaitá e Lapa. Por mais de dois anos, trabalhou exclusivamente como entregador do Uber Eats, serviço que encerrará o delivery de comida de restaurantes no Brasil em 7 de março, mantendo o serviço de supermercados e pacotes. Ele já ouvia um burburinho entre os colegas de trabalho e por isso decidiu se adiantar e migrou para a concorrente iFood, há um mês. Mas não esconde a surpresa com a perda daquela que era sua única fonte de renda. “Eu dependia só do Uber Eats, são milhares de entregadores prejudicados. Tive que partir para o iFood, senão não ia ter o que comer”, diz. 14h de trabalho, R$ 2.500 por mês Desde antes da pandemia, Melo mantém uma rotina esgotante: pedala de bicicleta seis dias por […]









