Ação da Petrobras cai forte no mês, apesar dos dividendos gordos

A Petrobras acabou surpreendendo positivamente os investidores com a divulgação do pagamento de seus dividendos e o seu balanço vindo melhor que o esperado. O lucro líquido da Petrobras nesse terceiro trimestre veio acima da média das estimativas do mercado, finalizando o trimestre com R$ 46 bilhões, crescimento de 48% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Porém, os ativos da Petrobras vêm reagindo negativamente nesse mês de novembro, com queda de 11,8% de 1 a 9 de novembro.

O grande propulsor do bom desempenho do trimestre é a alta do dólar, que no período dos três meses apresentou elevação de 6,7%, sendo cotado a R$ 5,25.

O preço médio do barril de petróleo no terceiro trimestre permaneceu em patamares elevados, mas acabou arrefecendo em relação ao segundo trimestre deste ano, onde o barril de petróleo estava sendo cotado a US$ 113,78 e nesse terceiro trimestre em US$ 100,85.

Petrobras é uma das mais eficientes do mundo: Vale destacar que a companhia permanece bem eficiente em suas operações, mostrando uma margem Ebitda de 72% na operação de exploração e produção, e o seu lifting cost (custo de extração) sendo um dos menores do mundo, estando neste terceiro trimestre em US$ 5,85 por barril.

Outro ponto informado pela Petrobras é que a produção no pré-sal poderá representar quase 90% da produção total até 2026.

Além do resultado, a companhia também divulgou em fato relevante a distribuição de R$ 43,68 bilhões em dividendos, ou R$ 3,3489 por ação ON e PN, com pagamentos agendados no dia 21 na B3 e no dia 23 para as ADRs em NY.

Mas o que afeta as ações? No entanto, vale reforçar que as ações da empresa devem ficar voláteis nos próximos meses, com o fato da troca da presidência do Brasil, com prováveis mudanças no conselho e presidência da petroleira, já na próxima a assembleia geral ordinária prevista para março.

Qual é a análise do Pagbank? A Petrobras vem apresentando boa estrutura de capital, conseguindo reduzir sua dívida bruta, hoje em US$ 54,3 bilhões. Mesmo parecendo bem elevada, destacamos que a alavancagem financeira fechou o terceiro trimestre em 0,75 vez a sua geração de caixa. Além disso, o prazo da dívida é de longo prazo, estando em 12,4 anos.

No entanto, mesmo apresentando bons resultados e anunciando bons dividendos, ficamos preocupados por conta da troca da presidência do Brasil, o que deverá continuar afetando o desempenho de suas ações, já que poderá ocorrer mudanças na distribuição de proventos e algumas alterações quanto a sua estratégia de desinvestimentos e precificações.

E em qual investir? Desta forma, continuamos preferindo as ações da Prio, antiga PetroRio, estando ela em nossa carteira sugerida para o mês de novembro. A petroleira já reportou bons números, com destaque no trimestre para sua geração operacional de caixa, medida pelo Ebitda que foi recorde em US$ 295 milhões, enquanto houve maior margem devido à revitalização do Campo de Frade e redução de seu lifiting cost, (custo de extração do petróleo).

O lifiting cost ficou em US$ 9,50 o barril, 14% menor frente o segundo trimestre deste ano. No consolidado, a produção chegou a 45,8 mil bpd, alta no trimestre de 37%, dado a maior produção no campo do Frade e a revitalização de seus poços. Hoje o preço alvo para a Prio está em R$ 42,00 para os próximos 12 meses o que dá um potencial de valorização de 15% se levarmos em consideração o preço de fechamento de 03 de novembro.

Como os papéis devem reagir? Os ativos da Petrobras vêm reagindo negativamente nesse mês de novembro, apresentando queda de 11,8% no período de 1 a 9 de novembro.

A derrocada só não foi maior pois a petroleiro anunciou a distribuição de dividendos, entretanto, hoje suas ações estão com redução de 2,7%, sendo cotada a R$ 26,1 por ação preferencial, grande parte dessa queda, reflete as notícias de que movimentos vem solicitando a suspensão dos dividendos anunciados pela companhia e pelas incertezas quanto a sua operação com o novo governo.

Enquanto a Prio (PRIO3) no mês de novembro está apresentando elevação de 4,6%, sendo cotada a R$ 36,8 por ação no dia de hoje.

Fonte : Economia.UOL

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