{"id":8366,"date":"2022-03-23T13:31:40","date_gmt":"2022-03-23T16:31:40","guid":{"rendered":"http:\/\/escritoriomodelo.com\/site\/?p=8366"},"modified":"2022-03-23T13:31:42","modified_gmt":"2022-03-23T16:31:42","slug":"brasileiros-enfrentam-fila-de-ate-4h-por-gasolina-mais-barata-na-argentina","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/escritoriomodelo.com\/site\/brasileiros-enfrentam-fila-de-ate-4h-por-gasolina-mais-barata-na-argentina\/","title":{"rendered":"Brasileiros enfrentam fila de at\u00e9 4h por gasolina mais barata na Argentina"},"content":{"rendered":"\n<p>Brasileiros passam at\u00e9 quatro horas em filas de postos de combust\u00edveis em Puerto Iguaz\u00fa, na Argentina, na fronteira com Foz do Igua\u00e7u (PR), para comprar gasolina mais barata. O movimento est\u00e1 causando at\u00e9 falta de combust\u00edvel para os moradores. Os cinco postos da cidade de 80 mil habitantes n\u00e3o conseguem atender a demanda porque passaram a receber volume menor de gasolina e diesel ap\u00f3s a alta do petr\u00f3leo.<\/p>\n\n\n\n<p>Os brasileiros cruzam a fronteira para encher o tanque mesmo tendo que enfrentar filas e pagar mais que os consumidores argentinos. Em Puerto Iguaz\u00fa, o combust\u00edvel \u00e9 mais caro para estrangeiros. Enquanto os argentinos desembolsam de R$ 5,17 a R$ 5,56 pelo litro da gasolina aditivada, brasileiros e paraguaios pagam cerca de R$ 6,65 a 6,82, conforme o c\u00e2mbio. Em Foz do Igua\u00e7u, a gasolina aditivada custa em m\u00e9dia R$ 7,30 o litro, podendo chegar a R$ 7,49. Pelas regras dos postos de Puerto Iguaz\u00fa, s\u00f3 \u00e9 permitido aos estrangeiros abastecer o carro com gasolina aditivada, que \u00e9 mais cara.<\/p>\n\n\n\n<p>Os motoristas brasileiros ainda precisam seguir outras exig\u00eancias. S\u00f3 podem abastecer at\u00e9 40 litros por tanque e respeitar hor\u00e1rios determinados pelos postos. As bombas est\u00e3o dispon\u00edveis para estrangeiros apenas das 12h \u00e0s 18h e das 23h \u00e0s 6h, em dias de semana, e das 12h \u00e0s 6h em finais de semana e feriado. Nos postos, h\u00e1 filas diferenciadas para argentinos e estrangeiros, e alguns estabelecimentos n\u00e3o vendem combust\u00edvel para brasileiros.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Compensa para quem trabalha com transporte<\/h2>\n\n\n\n<p>Apesar de todas as dificuldades, para alguns motoristas, cruzar a fronteira ainda compensa. O mototaxista Angelo Pereira vai a Puerto Iguaz\u00fa a cada dois dias para encher o tanque. Ele e a esposa, que \u00e9 motorista de aplicativo, dependem do combust\u00edvel para sobreviver. Por isso, a diferen\u00e7a no pre\u00e7o compensa.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Se formos trabalhar com o combust\u00edvel brasileiro, n\u00e3o temos lucro&#8221;, diz. Pereira conta que percorre 30 quil\u00f4metros, ida e volta, entre Foz do Igua\u00e7u e Puerto Iguaz\u00fa.<\/p>\n\n\n\n<p>Brasileiro que estuda medicina no Paraguai, Hiago Afonso vai a Puerto Iguaz\u00fa toda semana, mesmo tendo que enfrentar uma espera de duas a quatro horas nas filas. Ele diz que gasta cerca de R$ 400 de sua camionete para encher o tanque no Brasil. Na Argentina, o valor cai para R$ 247. Para aproveitar a viagem, Afonso \u00e0s vezes tamb\u00e9m compra carne pela metade do pre\u00e7o cobrado no Brasil.<\/p>\n\n\n\n<p>As filas para abastecer n\u00e3o se restringem aos brasileiros. Com o combust\u00edvel em falta, os argentinos \u00e0s vezes precisam aguardar horas at\u00e9 que os postos recebam gasolina. Morador de Puerto Iguaz\u00fa, o construtor Miguel Valverde conta que \u00e0s vezes fica quatro horas em filas. Para Valverde, a presen\u00e7a de brasileiros \u00e9 bem-vinda na cidade porque mexe com o com\u00e9rcio e gera dinheiro.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Com\u00e9rcio clandestino<\/h2>\n\n\n\n<p>A alta demanda pela gasolina criou um com\u00e9rcio clandestino em Puerto Iguaz\u00fa. Motoristas dizem que, quando o combust\u00edvel acaba ou o hor\u00e1rio de abastecer para estrangeiros chega ao fim, vendedores de gasolina circulam pr\u00f3ximo \u00e0s filas para oferecer o produto um pouco mais caro que nos postos.<\/p>\n\n\n\n<p>Um motorista brasileiro revelou que foi abordado e convidado a ir \u00e0 periferia da cidade, mas acabou desistindo. &#8220;N\u00f3s n\u00e3o sabemos que gasolina vamos comprar&#8221;, diz Nilvaldo da Silveira. Sabendo da pr\u00e1tica ilegal, a pol\u00edcia argentina intensificou a fiscaliza\u00e7\u00e3o em Puerto Iguaz\u00fa.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Desabastecimento atinge outras cidades argentinas<\/h2>\n\n\n\n<p>Representante da C\u00e2mara de Combust\u00edveis da prov\u00edncia de Misiones, Faruk Jalaf diz que o desabastecimento atinge outras localidades da Argentina porque n\u00e3o h\u00e1 produ\u00e7\u00e3o suficiente no pa\u00eds para atender a demanda.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso de Puerto Iguaz\u00fa, situada em Misiones, a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 pior porque a cota de combust\u00edvel destinada \u00e0 cidade \u00e9 menor em rela\u00e7\u00e3o a outras localidades do pa\u00eds, e a demanda de brasileiros e paraguaios \u00e9 grande.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso, o pre\u00e7o na fronteira \u00e9 em geral mais alto que em outras localidades da Argentina. &#8220;S\u00f3 uns 3% de moradores de Foz do Igua\u00e7u levam toda gasolina&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Jalaf ainda diz que as petroleiras instaladas no pa\u00eds preferem exportar o produto em vez de vend\u00ea-lo no mercado interno porque o pre\u00e7o praticado n\u00e3o cobre os custos de produ\u00e7\u00e3o. &#8220;Os \u00fanicos que sofrem as consequ\u00eancias s\u00e3o os postos, porque t\u00eam os pre\u00e7os congelados&#8221;, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>A gasolina, que no final do ano custava pouco mais de R$ 3,40, teve reajuste ap\u00f3s o aumento no valor do barril de petr\u00f3leo.<\/p>\n\n\n\n<p>O professor do curso de Engenharia de Energia da Universidade Federal da Integra\u00e7\u00e3o Latino-America (Unila) Ricardo Hartmann explica que o valor da gasolina na Argentina \u00e9 mais em conta se comparado ao Brasil porque l\u00e1 o governo faz a media\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os, ou seja, aplica uma pol\u00edtica e n\u00e3o fica sujeito \u00e0 varia\u00e7\u00e3o do mercado internacional.<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil n\u00e3o essa faz media\u00e7\u00e3o desde o governo do ex-presidente Michel Temer. &#8220;Com a guerra, n\u00f3s sofremos porque n\u00e3o h\u00e1 media\u00e7\u00e3o. O governo optou por deixar o pre\u00e7o ao gosto do mercado.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><em>Fonte : Economia.UOL<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Brasileiros passam at\u00e9 quatro horas em filas de postos de combust\u00edveis em Puerto Iguaz\u00fa, na Argentina, na fronteira com Foz do Igua\u00e7u (PR), para comprar gasolina mais barata. O movimento est\u00e1 causando at\u00e9 falta de combust\u00edvel para os moradores. Os cinco postos da cidade de 80 mil habitantes n\u00e3o conseguem atender a demanda porque passaram a receber volume menor de gasolina e diesel ap\u00f3s a alta do petr\u00f3leo. Os brasileiros cruzam a fronteira para encher o tanque mesmo tendo que enfrentar filas e pagar mais que os consumidores argentinos. Em Puerto Iguaz\u00fa, o combust\u00edvel \u00e9 mais caro para estrangeiros. Enquanto os argentinos desembolsam de R$ 5,17 a R$ 5,56 pelo litro da gasolina aditivada, brasileiros e paraguaios pagam cerca de R$ 6,65 a 6,82, conforme o c\u00e2mbio. Em Foz do Igua\u00e7u, a gasolina aditivada custa em m\u00e9dia R$ 7,30 o litro, podendo chegar a R$ 7,49. 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