{"id":8332,"date":"2022-03-14T11:44:04","date_gmt":"2022-03-14T14:44:04","guid":{"rendered":"http:\/\/escritoriomodelo.com\/site\/?p=8332"},"modified":"2022-03-14T11:44:06","modified_gmt":"2022-03-14T14:44:06","slug":"veja-as-economias-mais-afetadas-pela-guerra-da-ucrania-e-brasil-esta-nessa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/escritoriomodelo.com\/site\/veja-as-economias-mais-afetadas-pela-guerra-da-ucrania-e-brasil-esta-nessa\/","title":{"rendered":"Veja as economias mais afetadas pela guerra da Ucr\u00e2nia, e Brasil est\u00e1 nessa"},"content":{"rendered":"\n<p>Os pa\u00edses que v\u00e3o sentir mais impacto com essa crise s\u00e3o, primeiramente, os mais vulner\u00e1veis, aqueles que j\u00e1 sofrem por causa dos alimentos. Depois, os pa\u00edses que dependem muito de fontes de energia da R\u00fassia.<br><strong>Rog\u00e9rio Studart, Senior Fellow do N\u00facleo de Economia Pol\u00edtica do Centro Brasileiro de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais (Cebri)<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Liga\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas viraram arma<\/h2>\n\n\n\n<p>Segundo Studart, ex-diretor do Banco Mundial e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o que caracteriza essa guerra \u00e9 que, pela primeira vez, est\u00e1 sendo usada como arma a interdepend\u00eancia econ\u00f4mica.<\/p>\n\n\n\n<p>De um lado, os pa\u00edses do Ocidente est\u00e3o evitando fazer san\u00e7\u00f5es que signifiquem um tiro no pr\u00f3prio p\u00e9, n\u00e3o estendendo as medidas de retalia\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica a produtos que sejam importantes para a Europa, por exemplo.<\/p>\n\n\n\n<p>A R\u00fassia aposta na interdepend\u00eancia econ\u00f4mica apoiada no poder que tem sobre a oferta de g\u00e1s e petr\u00f3leo para a Europa, nos investimentos que bilion\u00e1rios russos fazem em alguns dos principais centros financeiros europeus e na rela\u00e7\u00e3o comercial com a China.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Impacto econ\u00f4mico global indireto<\/h2>\n\n\n\n<p>Os\u00a0impactos provocados pelo conflito no leste europeu sobre a economia global\u00a0s\u00e3o mais indiretos que diretos, dizem especialistas ouvidos ,porque a participa\u00e7\u00e3o somada de R\u00fassia e Ucr\u00e2nia no PIB (Produto Interno Bruto) do mundo \u00e9 relativamente pequena.<\/p>\n\n\n\n<p>A R\u00fassia det\u00e9m 3% do PIB global, enquanto a Ucr\u00e2nia responde por apenas 0,14%. Por isso, a guerra no leste europeu n\u00e3o tende a impactar diretamente a produ\u00e7\u00e3o industrial, por exemplo, como aconteceu quando a pandemia chegou a tirar a China da cadeia de produ\u00e7\u00e3o internacional por algum tempo.<\/p>\n\n\n\n<p>O cientista pol\u00edtico e coordenador da p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00f5es institucionais e governamentais da Faculdade Presbiteriana Mackenzie, M\u00e1rcio Coimbra, destaca que a R\u00fassia tem uma economia do tamanho da espanhola.<\/p>\n\n\n\n<p>A R\u00fassia \u00e9 grande em extens\u00e3o e em ogivas nucleares, mas na economia mundial \u00e9 apenas 8% do PIB americano. A economia russa n\u00e3o \u00e9 diversificada e muito dependente de g\u00e1s e commodities. Por isso, o impacto direto desse conflito na economia mundial \u00e9 limitado. Mas h\u00e1 impactos indiretos muito importantes por causa dos mercados de energia e alimentos.<br><strong>M\u00e1rcio Coimbra, Mackenzie<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Infla\u00e7\u00e3o de energia e alimentos prejudica economia global<\/h2>\n\n\n\n<p>R\u00fassia e Ucr\u00e2nia t\u00eam fatias relevantes em dois mercados que servem de base para muitas atividades econ\u00f4micas -o de energia e o de alimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>A R\u00fassia \u00e9 o principal exportador e segundo maior produtor mundial de g\u00e1s natural. \u00c9 ainda o segundo maior exportador e terceiro maior produtor de petr\u00f3leo no mundo, com 12% da oferta global.<\/p>\n\n\n\n<p>A Ucr\u00e2nia responde por 12% das exporta\u00e7\u00f5es mundiais de trigo e 15% das de milho -insumos importantes tanto para a ind\u00fastria de alimentos como para a cadeia de cria\u00e7\u00e3o de aves e porcos.<\/p>\n\n\n\n<p>Juntas, R\u00fassia e Ucr\u00e2nia det\u00eam 30% de todo o com\u00e9rcio mundial de trigo, 17% da oferta de milho, 32% do mercado da cevada e 50% do de \u00f3leo, sementes e farelo de girassol.<\/p>\n\n\n\n<p>O coordenador da gradua\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00f5es internacionais da Funda\u00e7\u00e3o Get\u00falio Vargas (FGV), Eduardo Mello, afirma que o conflito j\u00e1 provocou o encarecimento do petr\u00f3leo, do g\u00e1s natural e dos alimentos em todo o mundo, atingindo as economias mesmo em pa\u00edses que n\u00e3o compram esses insumos diretamente da R\u00fassia ou da Ucr\u00e2nia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Impacto na infla\u00e7\u00e3o atinge Brasil<\/h2>\n\n\n\n<p>O encarecimento de\u00a0combust\u00edveis\u00a0f\u00f3sseis e de gr\u00e3os tem efeito mais nocivo sobre economias que j\u00e1 est\u00e3o sofrendo com a infla\u00e7\u00e3o, como a brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso do Brasil, h\u00e1 outro agravante, diz o professor da FGV: a depend\u00eancia do petr\u00f3leo para transportes. Cerca de 60% de tudo o que \u00e9 transportado aqui depende de combust\u00edveis f\u00f3sseis. \u00c9 por isso que o Brasil aparece entre as economias que mais devem sofrer os efeitos econ\u00f4micos indiretos dessa guerra.<\/p>\n\n\n\n<p>Quanto mais petr\u00f3leo usamos, mais estamos expostos aos impactos econ\u00f4micos desse conflito.<br><strong>Eduardo Mello, FGV<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Efeito direto por causa dos fertilizantes<\/h2>\n\n\n\n<p>O Brasil ainda recebe um impacto direto do conflito por causa da\u00a0depend\u00eancia que o pa\u00eds tem de fertilizantes que v\u00eam da R\u00fassia, diz o coordenador de rela\u00e7\u00f5es internacionais do Ibmec\/RJ, Jos\u00e9 Niemeyer.<\/p>\n\n\n\n<p>O Brasil importa cerca de 80% dos 40,6 milh\u00f5es de toneladas de fertilizantes consumidos pela agricultura anualmente, sendo que a R\u00fassia responde por pelo menos um quarto dessas importa\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p>O plantio direto n\u00e3o funciona para grandes \u00e1reas, que precisam de fertilizantes, ou a produtividade \u00e9 muito afetada, atingindo as cadeias de produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os e, por tabela, tamb\u00e9m da cria\u00e7\u00e3o de aves e su\u00ednos.<br><strong>Jos\u00e9 Niemeyer, Ibmec\/RJ<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Na \u00c1frica, pa\u00edses sob amea\u00e7a da fome<\/h2>\n\n\n\n<p>A\u00a0amea\u00e7a da fome\u00a0preocupa pa\u00edses que dependem da Ucr\u00e2nia e da R\u00fassia para alimentar a pr\u00f3pria popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns dos pa\u00edses que mais compram alimentos da Ucr\u00e2nia e da R\u00fassia n\u00e3o ter\u00e3o poder financeiro para acompanhar o encarecimento dos produtos, diz o diretor executivo do Programa Mundial de Alimenta\u00e7\u00e3o da ONU, David Beasley, em\u00a0<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.wfp.org\/news\/wfp-executive-director-statement-impact-conflict-ukraine\" target=\"_blank\">n<\/a>o<a rel=\"noreferrer noopener\" href=\"https:\/\/www.wfp.org\/news\/wfp-executive-director-statement-impact-conflict-ukraine\" target=\"_blank\">ta<\/a>\u00a0do \u00f3rg\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Veja 5 economias que mais sofrem o impacto da guerra por causa dos alimentos<\/strong>&nbsp;(Fonte: ONU)<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><li><strong>L\u00edbano<\/strong>: De US$ 148,49 milh\u00f5es importados em trigo, 80% v\u00eam da Ucr\u00e2nia e 15% da R\u00fassia.<\/li><li><strong>Palestina<\/strong>: De US$ 11 milh\u00f5es importados em trigo, 51% v\u00eam de Israel, que compra da Ucr\u00e2nia e da R\u00fassia, e 33% diretamente da R\u00fassia.<\/li><li><strong>Egito<\/strong>: dos US$ 3 bilh\u00f5es importados em trigo, metade vem da R\u00fassia e 26% da Ucr\u00e2nia.<\/li><li><strong>Eti\u00f3pia<\/strong>: de US$ 458,4 milh\u00f5es importados em trigo, 30% v\u00eam da Ucr\u00e2nia e 14% da R\u00fassia.<\/li><li><strong>I\u00eamen<\/strong>: De US$ 549,9 milh\u00f5es importados de trigo, 26% v\u00eam da R\u00fassia e 15% da Ucr\u00e2nia.<\/li><\/ol>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Corte de g\u00e1s amea\u00e7a economias da Europa<\/h2>\n\n\n\n<p>Outro grupo de economias que pode sofrer o maior impacto provocado pelo conflito \u00e9 formado pelos pa\u00edses europeus importadores de g\u00e1s natural, especialmente. A\u00a0R\u00fassia amea\u00e7a cortar o fornecimento para toda a Europa.<\/p>\n\n\n\n<p>O impacto econ\u00f4mico de um corte do g\u00e1s natural russo \u00e9 t\u00e3o mais amea\u00e7ador quanto maior for a participa\u00e7\u00e3o desse item no consumo do pa\u00eds, diz o especialista em rela\u00e7\u00f5es internacionais da FGV Eduardo Mello.<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns desses pa\u00edses que s\u00e3o dependentes da importa\u00e7\u00e3o de g\u00e1s natural da R\u00fassia investiram muito na infraestrutura para receber petr\u00f3leo e g\u00e1s. E uma parte relevante do parque industrial dessas economias depende diretamente dessa fonte de energia. Ent\u00e3o, a redu\u00e7\u00e3o ou mesmo o encarecimento do g\u00e1s natural j\u00e1 v\u00e3o atingir o PIB desses pa\u00edses.<br><strong>Eduardo Mello, FGV<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Participa\u00e7\u00e3o do g\u00e1s natural da R\u00fassia no consumo de cada pa\u00eds<\/strong>&nbsp;(Fonte: Statista.com)<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><li><strong>Maced\u00f4nia do Norte<\/strong>: 100%<\/li><li><strong>B\u00f3snia e Herzegovina<\/strong>: 100%<\/li><li><strong>Mold\u00e1via<\/strong>: 100%<\/li><li><strong>Let\u00f4nia<\/strong>: 93%<\/li><li><strong>Finl\u00e2ndia<\/strong>: 94%<\/li><li><strong>Bulg\u00e1ria<\/strong>: 77%<\/li><li><strong>Alemanha<\/strong>: 49%<\/li><li><strong>It\u00e1lia<\/strong>: 46%<\/li><li><strong>Pol\u00f4nia<\/strong>: 40%<\/li><li><strong>Fran\u00e7a<\/strong>: 24%<\/li><li><strong>Holanda<\/strong>: 11%<\/li><\/ol>\n\n\n\n<p><strong>G\u00e1s na matriz energ\u00e9tica de cada pa\u00eds<\/strong>&nbsp;(Fonte: Eurostat)<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\"><li><strong>It\u00e1lia<\/strong>: 38,6%<\/li><li><strong>Holanda<\/strong>: 36,7%<\/li><li><strong>Alemanha<\/strong>: 24,4%<\/li><li><strong>Let\u00f4nia<\/strong>: 22,3%<\/li><li><strong>Pol\u00f4nia<\/strong>: 15,3%<\/li><li><strong>Fran\u00e7a<\/strong>: 14,8%<\/li><li><strong>Pol\u00f4nia<\/strong>: 15,3%<\/li><li><strong>Bulg\u00e1ria<\/strong>: 12,9%<\/li><li><strong>Finl\u00e2ndia<\/strong>: 6%<\/li><\/ol>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Petr\u00f3leo russo tamb\u00e9m faz falta na Europa<\/h2>\n\n\n\n<p>No mercado de petr\u00f3leo, incluindo cru e derivados, tamb\u00e9m usados para alimentar usinas de energia e a produ\u00e7\u00e3o industrial, a R\u00fassia fornece 30% das importa\u00e7\u00f5es da Alemanha, 35% das compras da Est\u00f4nia, 40% das h\u00fangaras e 60% das importa\u00e7\u00f5es polonesas, chegando a 75% das compras da Eslov\u00e1quia e 85% das importa\u00e7\u00f5es da Litu\u00e2nia.<\/p>\n\n\n\n<p>O economista e coordenador do curso de economia do Centro Universit\u00e1rio Faap, Paulo Dutra Costantin, especialista em com\u00e9rcio internacional, aponta que os pa\u00edses n\u00e3o t\u00eam como substituir essas fontes prim\u00e1rias de energia t\u00e3o rapidamente. Por isso, o impacto econ\u00f4mico \u00e9 inevit\u00e1vel.<\/p>\n\n\n\n<p>O setor sider\u00fargico, por exemplo, precisa de energia para alimentar seus fornos. E a Alemanha, que \u00e9 grande produtora sider\u00fargica, tem o desafio de absorver o impacto do aumento dos pre\u00e7os do g\u00e1s natural e do petr\u00f3leo em sua matriz de energia. Substituir essas fontes custa muito dinheiro e tempo.<br><strong>Paulo Dutra Costantin, Faap<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><em>Fonte : Economia.UOL<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os pa\u00edses que v\u00e3o sentir mais impacto com essa crise s\u00e3o, primeiramente, os mais vulner\u00e1veis, aqueles que j\u00e1 sofrem por causa dos alimentos. 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