{"id":8142,"date":"2022-01-11T10:50:45","date_gmt":"2022-01-11T13:50:45","guid":{"rendered":"http:\/\/escritoriomodelo.com\/site\/?p=8142"},"modified":"2022-01-11T10:50:47","modified_gmt":"2022-01-11T13:50:47","slug":"inflacao-fecha-2021-em-1006-a-maior-desde-2015-e-bem-acima-da-meta-do-bc","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/escritoriomodelo.com\/site\/inflacao-fecha-2021-em-1006-a-maior-desde-2015-e-bem-acima-da-meta-do-bc\/","title":{"rendered":"Infla\u00e7\u00e3o fecha 2021 em 10,06%, a maior desde 2015 e bem acima da meta do BC"},"content":{"rendered":"\n<p>O IPCA (\u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo), a infla\u00e7\u00e3o oficial no pa\u00eds, fechou 2021 a 10,06%, sob forte influ\u00eancia dos pre\u00e7os dos combust\u00edveis. Esse \u00e9 o maior n\u00edvel para um ano desde 2015, quando foi de 10,67%. Em 2020, a infla\u00e7\u00e3o foi de 4,52%.<\/p>\n\n\n\n<p>O resultado ficou bem acima do centro da meta estabelecida pelo BC (Banco Central) para o ano passado, que era de 3,75%, com margem de toler\u00e2ncia de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, ou seja, podendo variar entre 2,25% e 5,25%. .<\/p>\n\n\n\n<p>Com o estouro da meta, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, ter\u00e1 que escrever uma carta ao ministro da Economia, Paulo Guedes, explicando os motivos de o objetivo n\u00e3o ter sido cumprido, a sexta vez que isso ocorre desde a cria\u00e7\u00e3o do sistema de metas para a infla\u00e7\u00e3o, em 1999.<\/p>\n\n\n\n<p>A \u00faltima vez em que isso aconteceu foi em 2017, por\u00e9m naquela ocasi\u00e3o, a carta teve de explicar por que a infla\u00e7\u00e3o terminou o ano abaixo do piso da meta, e n\u00e3o acima.<\/p>\n\n\n\n<p>Em dezembro, a infla\u00e7\u00e3o foi de 0,73%, abaixo da taxa de 0,95% registrada em novembro. Em dezembro de 2020, a varia\u00e7\u00e3o havia sido de 1,35%.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados foram divulgados hoje pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica) e se referem \u00e0s fam\u00edlias com rendimento de um a 40 sal\u00e1rios m\u00ednimos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em conjunto, transportes, habita\u00e7\u00e3o, alimenta\u00e7\u00e3o e bebidas responderam por cerca de 79% da infla\u00e7\u00e3o de 2021. O grupo vestu\u00e1rio (10,31%) fechou o ano com a quarta maior varia\u00e7\u00e3o entre os grupos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Alta dos combust\u00edveis<\/h2>\n\n\n\n<p>O resultado da infla\u00e7\u00e3o de 2021 foi influenciado principalmente pelo grupo de transportes, que apresentou a maior varia\u00e7\u00e3o (21,03%) e o maior impacto (4,19 pontos percentuais) no acumulado do ano. De acordo com o gerente do IPCA, Pedro Kislanov, a categoria foi afetada principalmente pelos combust\u00edveis.<\/p>\n\n\n\n<p><em>&#8220;Com os sucessivos reajustes nas bombas, a gasolina acumulou alta de 47,49% em 2021. J\u00e1 o etanol subiu 62,23% e foi influenciado tamb\u00e9m pela produ\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar &#8220;<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Pedro Kislanov, gerente do IPCA<\/p>\n\n\n\n<p>O pre\u00e7o dos autom\u00f3veis novos (16,16%) e usados (15,05%) tamb\u00e9m foi destaque. Segundo Kislanov, o aumento \u00e9 explicado pelo desarranjo na cadeia produtiva do setor, com atrasos nas entregas de pe\u00e7as e at\u00e9 dos pr\u00f3prios ve\u00edculos.<\/p>\n\n\n\n<p>Passagens a\u00e9reas e transportes por aplicativo tamb\u00e9m registraram altas de 17,59% e 33,75%, respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Conta de luz<\/h2>\n\n\n\n<p>A infla\u00e7\u00e3o do ano passado tamb\u00e9m foi puxada pelo grupo habita\u00e7\u00e3o (13,05%). De acordo com o IBGE, a alta foi influenciada pelo aumento da energia el\u00e9trica (21,21%).<\/p>\n\n\n\n<p>Desde setembro de 2021, est\u00e1 em vigor a bandeira tarif\u00e1ria escassez h\u00eddrica, que acrescenta R$ 14,20 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o g\u00e1s de botij\u00e3o (36,99%) subiu todos os meses de 2021 e teve o segundo maior impacto no grupo.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Alimentos subiram 7,94%<\/h2>\n\n\n\n<p>A alta de 7,94% nos pre\u00e7os de alimentos e bebidas tamb\u00e9m pesou no bolso dos brasileiros em 2021. O resultado, no entanto, \u00e9 menor que o registrado em 2020 (14,09%).<\/p>\n\n\n\n<p>O caf\u00e9 mo\u00eddo subiu 50,24% e o a\u00e7\u00facar refinado teve alta de 47,87%. Segundo o IBGE, a alta do caf\u00e9 ocorreu principalmente no segundo semestre, porque a produ\u00e7\u00e3o foi prejudicada pelas geadas de inverno. J\u00e1 o pre\u00e7o do a\u00e7\u00facar foi influenciado por uma oferta menor.<\/p>\n\n\n\n<p>A batata-inglesa (-22,82%) e o arroz (-16,88%), por sua vez, tiveram queda de pre\u00e7os no ano passado.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Veja abaixo a infla\u00e7\u00e3o em 2021 para cada um dos 9 grupos:<\/h2>\n\n\n\n<p>Alimenta\u00e7\u00e3o e bebidas: 7,94% <\/p>\n\n\n\n<p>Habita\u00e7\u00e3o: 13,05% <\/p>\n\n\n\n<p>Artigos de resid\u00eancia: 12,07% <\/p>\n\n\n\n<p>Vestu\u00e1rio: 10,31% <\/p>\n\n\n\n<p>Transportes: 21,03%<\/p>\n\n\n\n<p>Sa\u00fade e cuidados pessoais: 3,7% <\/p>\n\n\n\n<p>Despesas pessoais: 4,73%<\/p>\n\n\n\n<p>Educa\u00e7\u00e3o: 2,81% <\/p>\n\n\n\n<p>Comunica\u00e7\u00e3o: 1,38%<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\u00cdndices regionais<\/h2>\n\n\n\n<p>De acordo com o IBGE, a regi\u00e3o metropolitana de Curitiba (12,73%) foi a que teve a maior varia\u00e7\u00e3o em 2021, influenciada pela alta de 51,78% nos pre\u00e7os da gasolina.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o menor resultado foi registrado na regi\u00e3o metropolitana de Bel\u00e9m (8,1%), onde as maiores contribui\u00e7\u00f5es negativas vieram do arroz (-29,62%) e do a\u00e7a\u00ed (-9,77%).<\/p>\n\n\n\n<p>Em S\u00e3o Paulo e no Rio de Janeiro, as taxas registradas foram de 9,59% e 8,58%, respectivamente.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Infla\u00e7\u00e3o de dezembro<\/h2>\n\n\n\n<p>O resultado mensal ficou acima da mediana (0,65%) das estimativas dos analistas ouvidos pelo Proje\u00e7\u00f5es Broadcast, que previam alta entre 0,55% e 0,8%.<\/p>\n\n\n\n<p>Todos os grupos de produtos e servi\u00e7os pesquisados tiveram alta em dezembro. A maior varia\u00e7\u00e3o veio de vestu\u00e1rio (2,06%), que acelerou em rela\u00e7\u00e3o a novembro (0,95%).<\/p>\n\n\n\n<p>O maior impacto (0,17 ponto percentual), no entanto, veio de alimenta\u00e7\u00e3o e bebidas, que subiu 0,84% no m\u00eas. O IBGE destacou as altas nos pre\u00e7os do caf\u00e9 mo\u00eddo (8,24%), das frutas (8,6%) e das carnes, que subiram 1,38% em dezembro ap\u00f3s uma queda de 1,38% em novembro.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 no grupo de transportes houve desacelera\u00e7\u00e3o (de 3,35% para 0,58%), consequ\u00eancia da queda nos combust\u00edveis, depois de sete meses seguidos de alta.<\/p>\n\n\n\n<p><em>Fonte : Economia.UOL<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O IPCA (\u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor Amplo), a infla\u00e7\u00e3o oficial no pa\u00eds, fechou 2021 a 10,06%, sob forte influ\u00eancia dos pre\u00e7os dos combust\u00edveis. Esse \u00e9 o maior n\u00edvel para um ano desde 2015, quando foi de 10,67%. Em 2020, a infla\u00e7\u00e3o foi de 4,52%. O resultado ficou bem acima do centro da meta estabelecida pelo BC (Banco Central) para o ano passado, que era de 3,75%, com margem de toler\u00e2ncia de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, ou seja, podendo variar entre 2,25% e 5,25%. . Com o estouro da meta, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, ter\u00e1 que escrever uma carta ao ministro da Economia, Paulo Guedes, explicando os motivos de o objetivo n\u00e3o ter sido cumprido, a sexta vez que isso ocorre desde a cria\u00e7\u00e3o do sistema de metas para a infla\u00e7\u00e3o, em 1999. 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